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Reunião define ações do Programa Água Doce

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Reunião define ações do Programa Água Doce
Programa beneficia comunidades

A comunidade de Calumbi, no município cearense de Tauá, será a próxima beneficiada com uma Unidade Demonstrativa (UD) do Programa Água Doce (PAD), do Ministério do Meio Ambiente. Assim, junto ao dessalinizador instalado pelo governo do estado para tratamento da água salobra retirada por um poço artesiano, os 500 moradores daquela localidade vão passar a ter também um sistema para aproveitar, em atividades produtivas, o concentrado que resulta do processo de retirada dos sais da água.

Esta será a oitava unidade instalada pelo programa na área semiárida do Brasil. Em 2011, além desta de Tauá, outras seis receberão idêntica estrutura que é composta por quatro subsistemas que se complementam numa cadeia sustentável, segundo o pesquisador Gherman Garcia Leal Araújo, da Embrapa Semiárido.

Ele explica: o dessalinizador produz a água potável; o concentrado, ao invés de despejado no solo, passa a ser utilizado na criação de alevinos de Tilápia Rosa em viveiros escavados e impermeabilizados; desses tanques, parte do concentrado é canalizado para a irrigação da planta Atriplex nummularia ou Erva-Sal que sobrevive bem em solos salinos e é boa forrageira (tem teores de 12 a 16% de proteína bruta).

O BNDES vai financiar a implantação das UDs nos municípios de Aroeira e Sumé (PB), Ibimirim e Ouricuri (PE), Santa Maria e Apodi (RN).

A definição desses locais foi tomada por representantes do ministério, do banco de desenvolvimento, de pesquisadores e bolsistas reunidos nesta semana na sede da Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE).  Um técnico da ATECEL, fundação vinculada à Universidade Federal da Paraíba (UFCG), também participou do evento.

Integrada – No semiárido existem mais de 150 mil poços artesianos perfurados. Na grande maioria, o excesso de sais impede que a água seja utilizada para abastecer as famílias, matar a sede dos animais ou fazer pequenas irrigações. Em cerca de 3 mil deles, há equipamentos de dessalinização mas que, por falta de manutenção, muitos estão fora de uso.  

Onde funcionam, os recursos técnicos desses equipamentos permitem a obtenção de uma água de qualidade semelhante à mineral.

A atuação do PAD é marcada pela exploração dos recursos hídricos subterrâneos no semiárido. Parte dos recursos do seu orçamento é investido na recuperação e instalação de dessalinizadores. No entanto, ao contrário de intervenções governamentais anteriores, tem um forte componente de capacitação que prepara os moradores das comunidades para a gestão autônoma do abastecimento de água e da operação dos equipamentos.

Vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, o Água Doce é parceiro de instituições públicas nos governos federal, dos estados e dos municípios, e entidades da sociedade civil, a exemplo da Fundação Banco do Brasil. O sistema de produção que integra o uso do concentrado com a criação de peixe e cultivo de Erva-Sal é uma das contribuições da Embrapa Semiárido à eficiência do PAD.

Pesquisa – Na reunião de Petrolina, além da implantação das UDs, começou a ser definida a agenda de atividades para 2011 do projeto da Embrapa “Ações de pesquisas, desenvolvimento e de transferência de tecnologias de convivência com o semiárido para o fortalecimento das Unidades Produtivas do Programa Água Doce”, financiado com recursos do BNDES.

Para Gherman, que coordena a sua execução junto com o pesquisador Luiz Carlos Hermes, da Embrapa Meio Ambiente, há bons resultados e muitos benefícios nas comunidades atendidas pelo PAD. “Em lugares onde a fonte era barreiros e açudes, passar a se abastecer de água quase que mineral, além disso usar o concentrado para gerar alimento e renda é uma mudança significativa na qualidade de vida das famílias”.

O projeto da Embrapa, contudo, investiga ajustes ao sistema que levem à melhoria do desempenho nas UDs. Com 12 planos de ação, a equipe multidisciplinar de pesquisadores estuda reduzir uso de insumos e custo de produção, e incrementar a produtividade da criação animal. Há, ainda, iniciativas para conter o impacto do concentrado sobre o solo.   

Junto com os pesquisadores da Embrapa, estão envolvidos nos estudos do projeto, especialistas do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP), Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSCar), Universidade Federal de Campina Grande, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Universidade Federal da Paraíba e bolsistas do Programa Água Doce (FAPESQ-PB).

 

Contatos:

 

Gherman Garcia Leal Araújo – pesquisador;

ggla@cpatsa.embrapa.br

 

Marcelino Ribeiro – jornalista;

marcelrn@cpatsa.embrapa.br

 

João Marques – jornalista/bolsista do Programa Água Doce

comunic.aguadoce@cpatsa.embrapa.br

 

 

Embrapa Semiárido - 87 - 3862 1711


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