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Domingo, 21 de Março de 2010.
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Pernambuco ganha zoneamento agroclimático para cultura da palma forrageira

Embrapa Semiárido
Pernambuco ganha zoneamento agroclimático para cultura da palma forrageira
Palma é muito cultivada em Pernambuco

No semiárido, a palma tem sido plantada nas propriedades para alimentar os rebanhos em épocas de secas prolongadas. Em Pernambuco, que é o segundo maior produtor de leite do Nordeste, essa forrageira é a base da alimentação do rebanho leiteiro. A presença em situações agrícolas de importância econômica e social motivou a equipe de pesquisadores, coordenada por Magna Soelma Beserra de Moura, da Embrapa Semiárido, a realizar o zoneamento agroclimático da cultura no território pernambucano.


Com base em estudos do regime de chuvas e em indicadores de temperatura, os pesquisadores localizaram, em todo o Estado, as áreas onde o plantio da palma é favorável ou, então, apresentam limitações. As informações estão disponíveis na forma de mapa, que identifica os níveis de aptidão das regiões para o cultivo: ideal, inadequada ou restrita. Segundo Magna, o zoneamento reúne dados que ajudam no planejamento da expansão dos plantios.


Para ela, delimitar geograficamente os indicadores climáticos que mais influenciam a produção da espécie e associá-los com as características culturais da forrageira (manejo de adubação, densidade de plantios etc.), agrega um conjunto de informações que pode ajudar agricultores, profissionais da assistência técnica e instituições de fomento ao crédito rural investirem ou financiarem a implantação da palma.


Pernambuco tem cultivado cerca de 127.152 ha, dos 500.000 hectares plantados com palma no Brasil. Essa extensão abrange terras situadas nas regiões de agreste e sertão do Estado. As condições climáticas mais amenas e a alternância de variação entre as temperaturas noturnas e diurnas tornam o agreste uma área mais favorável à obtenção de melhores produções da forrageira.


O zoneamento reúne informações que visam à diminuição dos riscos de perdas e ao aumento da produtividade. Por ele, em cerca de 42,3% dos municípios pernambucanos as condições para o cultivo da palma são adequadas. Neles, a temperatura média e a precipitação ideais situam-se entre 16,1º C e 25,4º C, e de 368 e 812 mm, respectivamente.


Em outros 54,4% dos municípios, temperaturas médias mais baixas que 16,1º C e maiores que 25,4º C, e precipitações mais intensas, acima de 812 mm até 1089 mm, limitam os níveis de produtividade na cultura.


A palma é uma planta com elevado potencial de produção de matéria seca por unidade de área. O objetivo da realização do zoneamento agroclimático foi conhecer as áreas climaticamente aptas ao cultivo, onde pode se esperar elevado rendimento da cultura.


Contatos:

Magna Soelma Beserra de Moura – pesquisadora;

magna@cpatsa.embrapa.br


Marcelino Ribeiro – jornalista;

marcelrn@cpatsa.embrapa.br


Embrapa Semiárido – 87 3862 1711

sac@cpatsa.embrapa.br



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